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Na coluna Infraestrutura e Negócios do jornal O Dia desta quarta-feira (18), o presidente executivo da AEERJ, Luiz Fernando Santos Reis, fala da importância da infraestrutura para o desenvolvimento do Estado e faz um balanço do que o Rio de Janeiro poderia ganhar apenas com a retomada das obras inacabadas no município e nas concessões rodoviárias. Em uma estimativa conservadora, os investimentos são da ordem de R$ 5 bilhões, dos quais a maior parte da iniciativa privada. Com isto seria possível gerar 15 mil empregos na fase das obras. Leia abaixo o artigo na íntegra.

Sinal de Progresso

Luiz Fernando Santos Reis (*)

Os governantes parecem ignorar que a infraestrutura é a mola que alavanca a economia.  Esquecem que os projetos de infraestrutura têm a capacidade de reduzir os custos de logística e estimular a produtividade, enquanto desenvolvem cadeias de valor e incentivam o comércio.

O Rio de Janeiro é atualmente um deserto em projetos de infraestrutura. O Estado está quebrado e sem condições de investir. A maioria dos municípios (mesmo aqueles com porte e capacidade) apresentam o mesmo cenário. Temos os maiores índices de desemprego do país. O município do Rio, que nos últimos anos vinha em curva ascendente de investimentos em infraestrutura, tornou-se um canteiro de obras inacabadas. Algumas dessas obras são extremante importantes e úteis para a população. Exemplos não faltam, o BRT Transbrasil, a conclusão dos Bairros Maravilhas, das Escolas do Amanhã e das Clínicas de Família.

É importante analisar os reflexos, no Estado, da não realização de obras indispensáveis nas Rodovias Federais Concessionadas, que dependem, única e exclusivamente, de vontade política do Governo Federal. Já o Governo Estadual abriu um Pedido de Manifestação de Interesse (PMI) para concessionar algumas rodovias.

Em uma avaliação preliminar, estaríamos falando de investimentos da ordem de mais de R$ 5 bilhões, sendo que a maior parcela viria da iniciativa privada.

O impacto desses investimentos na fraca economia do Estado seria brutal. Seriam gerados cerca de 15 mil empregos durante a construção. Isso representaria a injeção de cerca de R$ 250 milhões de massa salarial, de R$ 450 milhões de compras de insumos e de R$ 75 milhões de serviços acessórios (transportes, refeições, etc). Fruto desses investimentos, o Estado e os Municípios envolvidos usufruiriam de um acréscimo de arrecadação de impostos de cerca de R$ 250 milhões.

Os benefícios para população e para economia do Estado, em função da conclusão desses projetos, seriam incalculáveis, tais como a redução no tempo de deslocamentos, melhor qualidade de vida fruto de terem ruas pavimentadas, drenagens de águas pluviais, melhores condições de esgotamento sanitário e de poderem usar os equipamentos de saúde e educação, estes dois últimos setores que são alvo de deficiências na prestação de atendimento aos usuários.

Para concluir gostaria de citar as observações feitas em recente artigo pelo vice-presidente de infraestrutura do CAF, Banco de Desenvolvimento da América Latina: “O que todos os atores sabem hoje, no entanto, é que, sem um estoque adequado de infraestrutura, é difícil implementar politicas efetivas de desenvolvimento social ou alcançar taxas de crescimento econômico sustentável. Portanto a solução é repensar a função econômica e social da infraestrutura”.

* Luiz Fernando Santos Reis  - Presidente executivo da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ)

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